4° capitulo Quem era quem?
E a
Religião?
A
cidade do Rio de Janeiro era de jurisdição espiritual da Bahia.
Em
19 de julho de 1575, o Papa Gregório XIII, por meio da Bula In Supereminenti Militantis Ecclesiae, criou a Prelazia de São
Sebastião do Rio de Janeiro - território da nova Prelazia estendia-se desde a
Capitania de Porto Seguro, até o Rio da Prata-
continuando sob a administração do então Bispado de São Salvador da
Bahia.
Já
em 16 de novembro de 1676, o Papa Inocêncio XI elevou a Prelazia à categoria de
Diocese, com a bula Romani Pontificis pastoralis sollicitudo, sendo sufragânea
- diz-se do bispo ou sé episcopal dependente de arcebispo ou de outra
arquidiocese – ou seja, ela dependia da Sede Metropolitana da Ba
Foram
seus prelados:
1.
Padre Bartolomeu
Simões Pereira 1577 — 1597
2.
Padre João da
Costa -
3.
Padre Bartolomeu
Lagarto - Não tomou posse.
4.
Padre Mateus da
Costa Aborim 1606 — 1629
5.
Dom Máximo
Pereira, OSB 1629
6.
Padre Lourenço de
Mendonça 1631 — 1637
7.
Padre Antônio de
Marins Loureiro 1643
8.
Padre Manuel de
Sousa e Almada 1661 — 1670
9.
Padre Francisco
da Silveira Dias 1671 — 1681-
Prelado e Administrador Apostólico.
Foram
seus Bispos até a chegada da Família Real:
Dom
Frei Manuel Pereira, OP 1676 Sem tomar posse até 1680
Dom
José de Barros Alarcão 1680 — 1700
Dom
Frei Francisco de São Jerônimo de Andrade, CSJ
1700 — 1721
Dom
Frei Antônio de Guadalupe, OFM 1723 —
1739
Dom
Frei João da Cruz Salgado de Castilho, OCD 1739 — 1745 chamado Dom Frei João da Cruz.
Dom
Frei Antônio do Desterro Malheiro, OSB
1745 — 1773 chamado Dom
Frei Antônio do Desterro
Dom
Vicente da Gamal Leão 1756 — 1773 Bispo coadjutor.
Dom
José Joaquim Justiniano Mascarenhas Castelo Branco 1773 — 1805
Dom
José Caetano da Silva Coutinho 1807 — 1833
E
eles tinham um trabalho danado nessa Rio de Janeiro tropical, onde os escravos negros
e fortes que em sua maioria andava de torço nus, calças largas, sem roupa de
baixo, com os pudendos balangando de lá para cá.
E eles tinham um trabalho danado nessa Rio de
Janeiro tropical, onde as escravas vestidas livremente, andando de lá para cá,
com o suor doirando brilhando sobre suas peles negras, ou amarronzadas, com
seus cheiros de fruta madura, de manga-rosa, de cajá-manga, de sapoti, ou de
jasmim, de hálitos com o cheiro e gosto de cravo da Índia.
Escravas,
ou libertas, negras vindas da África que eram mulheres belas como o nascer da
lua sobre Baia da Guanabara.
E
no Poder Civil?
A
Câmara do Vereadores, o primeiro núcleo de exercício político do Brasil, no Rio
de Janeiro foi fundada em 1565, apenas com um procurador e um juiz, e em 1567, houve
a primeira eleição de doze vereadores com mandato de um ano.
E
de acordo com o que prevê as Ordenações (Ordenações Afonsinas, Ordenações
Manuelinas, Ordenações Filipinas), portanto, no Brasil Colonial a administração
municipal era toda concentrada nas câmaras municipais, que exerciam os poderes
executivo, legislativo e judiciário.
Os
edis elegiam um Presidente, um procurador (que, normalmente, também servia de
tesoureiro), dois almotacéis, um escrivão, um juiz de fora e dois juízes
comuns.
Chamo
atenção de que com a evolução das cidades, em vez de edis eleitos como juiz de
fora, esse cargo passou a ser de nomeação da Coroa.
Os
edis ou vereadores eram as responsáveis pela gestão dos assuntos económicos,
pela coleta de impostos, regular o exercício de profissões e ofícios, regular o
comércio, cuidar da preservação do patrimônio público, criar e gerenciar
prisões, etc.
O
que faziam esse corpo de funcionários da Câmara Colonial no Império Lusitano:
1- O Almotacé: fiscais da câmara
responsáveis pela fiscalização de pesos e medidas e da taxação dos preços dos
alimentos, sendo encarregado também da regulação da distribuição dos mesmos em
tempos de maior escassez. Exerciam duplamente as funções administrativas e
judiciárias, não sendo possível, na prática, a distinção de uma e outra função.
Cabiam-lhes "o julgamento das infrações de postura, aferição de pesos e
medidas, questões concernentes a paredes de casas, quintais, portas, janelas e
eirados";
2- O carcereiro policial: responsável pela
cadeia que fazia diversos serviços como o de escrivão, investigador, etc.;
3- O tabelião ou notário: que redigia atos,
contratos, escrituras etc., para dar-lhes caráter de autenticidade;
4- O
escrivão: que redigia os atos da Câmara;
5- O
porteiro: para proteger a entrada indevida de estranhos, mas, também, eram
responsáveis pelas penhoras, e outros afazeres de acordo com as resoluções da Câmara,
tais como “o cumprimento das leis e regulamentos, e fiscalização de pessoas,
cargas e patrimônio’;
6- O quadrilheiro: os quadrilheiros (os
agentes de polícia responsáveis pela segurança pública urbana, e assim tinham
como missão principal a de prender os malfeitores e entregá-los às autoridades
judiciais. Cada quadrilheiro era responsável pela chefia de uma quadrilha
(patrulha) de 20 homens. Todos os membros da quadrilha andavam armados com uma
lança de 8 palmos (1,76 m). Os quadrilheiros tinham, como insígnia, uma vara
verde com as Armas Reais. Os restantes moradores do lugar também eram obrigados
a dispor de armas e a auxiliar os quadrilheiros sempre que necessário.
E assim foi ...
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