11 ° capitulo Uma garganta cortada.
A
paisana, com roupas de amanuense, Cândido frequentava a casa de Zaphira.
Continuava
as suas tardes de aconselhamento da senhora Catarina Garcia e Garcia.
E
via seus filhos crescerem.
Joaquim
Garcia conseguiu comprar o cargo de Edil, sim, pois pagou uma boa soma por sua
eleição a Câmara dos Vereadores.
Entrou
para a Irmandade da Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores, e
contribuiu para a construção da Igreja, pois no local só havia um oratório
dedicado à Nossa Senhora da Lapa, onde os comerciantes, ou mercadores,
reuniam-se para rezar.
D.
Ana Teodora Ramos de Mascarenhas Castelo Branco, esposa do tenente-coronel João
de Mascarenhas Castelo Branco, governador da fortaleza de São José na ilha das
Cobras, era uma das mulheres mais poderosa do Rio de Janeiro, até porque era
mãe do Bispo D. José Joaquim Justiniano Mascarenhas Castelo Branco, 6º Bispo do
Rio de Janeiro.
De
sua casa no Largo da Mãe do Bispo mandava e demandava à vontade, pois tinha
ligações poderosas, e imperou por 30 anos.
Foi
por causa dela que surgiu a expressão “vá se queixar a mãe do bispo”.
Seus
espias descobriram a situação de Frei Candide e ela o mandou chamar.
Patatí
patatá ela se agradou do belo homem e convenceu ao filho a admiti-lo como
secretário adjunto para assuntos especiais, assuntos nunca revelados na
história da Igreja.
Se
dizia que eram negócios da Inquisição, lembrando que esta só acabou nos
domínios do Soberano de Portugal em 1821, tanto que ele era denominado o
Inquisidor Frei Candido.
E
sabe como é o pior feitor é aquele que foi escravo, e frei Cândido de um grande
de um safardana se tornou um feroz perseguidor dos pobres habitantes da cidade
de São Sebastião.
Mais,
era por fora bela viola, e por dentro pão bolorento, pois mantinha os seus
arranjos com as mães de seus filhos.
Cândido delirava de prazer ao ver alguém sofrer e um dia no Caminho para a Praia de
Santa Luzia, frei Cândido Reis Príncipe, foi encontrado morto com a garganta
cortada.
Mistério...
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