17 ° capitulo E a perseguida foi achada
O
Bispado tinha que agradecer a Frei Agostinho por seu notável trabalho e a Mãe
do Bispo teve a ideia de lhe oferecer um Igreja, uma paroquia, mas não tinha
nenhuma.
A
Igreja de São Francisco Xavier do Engenho Velho, fundada por iniciativa do
Padre André Manoel, estava em ruinas, e ele se comprometeu com o Bispo de
reergue-la, para tal foi procurar Manuel Garcia, grande proprietário de terras
além da Rua da Vala, naquelas localidades agora em franca espação e
desenvolvimento, para ver se ele conseguia um local de moradia condigno no
Engenho Velho.
Manuel
tinha uma pequena casa sem luxo, com água e ensolarada, um límpido riachinho
por trás dela, que havia alugado para uns ingleses pesquisadores da fauna e
flora, num canto bucólico de sua fazenda de café, que poderia ceder para ele.
Ela
era de fácil acesso, pois ele tinha aplainado um bom caminho, que dava não só
para ir a cavalo, como, também, em carroça.
Agostinho
pediu para vê-la, e ao vê-la se encantou com o local.
Era
um daqueles locais do Rio de Janeiro que só se tem conhecimento pela história,
e pelas pinturas de Debret.
Era
lindo, acolhedor, e sua calma era comovedora, por fim, como ele revelou
extasiado ao proprietário:
“É
deslumbrante”.
Mudou-se
com 6 escravos para a casa que chamou de “domum in paradiso”.
Mandou
desenhar em seus papeis oficias essa denominação, por cima de seu nome e
títulos.
Catarina,
a que tinha fetiche por padres e frades, soube do aluguel da ‘casa dos
ingleses’, como o pai a chamava
Soube
das obras para a reconstrução da Igreja de São Francisco Xavier do Engenho
Velho, e foi lá uma, duas, três, vezes.
Na
quarta, Agostinho da Crucificação e do Santo Sepulcro de batina levantada comeu
a perseguida dela.
Ela
se sentiu achada, e eles se tornaram amantes.
Ela
contou ao pai, que dize que já tinha imaginado que ia acontecer.
E
Joaquim Garcia continuou corno e feliz.
Assim se conta a história de um crime carioca
no aprazível
Brasil Joanino
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